terça-feira

Erva-cidreira


As virtudes que esta planta possui na medicina vegetal já são tão antigas, que segundo o que descobri, já as primeiras civilizações árabes a usavam. Com o passar do tempo a sua eficácia na cura de certos males foi sendo comprovada, e é hoje uma das plantas mais utilizadas entre nós.

É recomendada na forma de chá, para a anemia, falta de apetite, asma, doenças do estômago, do fígado, coração, insónias, e memória debilitada.
 
Diana Falcão

Marjorana hortensis (Manjerona)

Esta planta pode ser usada em vários pratos, saladas e dizem até que fica bastante bem com batatas fritas. A manjerona precisa de um clima quente para que o seu cheiro seja apurado, no entanto quando se seca, perde um pouco as suas propriedades aromáticas, daí que seja preferível usá-la fresca se for possivel.
Como condimento usa-se toda a planta, enquanto que na Medicina, apenas as flores e as folhas se tornam bastante utéis contra fraquezas gerais. Tens um efeito excitante e antiespasmódico. Para este fim, podem utilizar-se cerca de 30g de folhas e flores para 1 litro de água. Deixar ferver levemente a infusão e tomar 3 chávenas por dia, da dita infusão, fora das refeições.
 
Diana Falcão

Rosmaninho (Lavandula stoechas)

O rosmaninho é uma espécie do género Lavandula que ocorre naturalmente na zona mediterrânica. Difere das outras Lavandulas não só no tamanho, mas principalmente nas flores púrpura que possuem pequenas "pétalas" saindo da sua extremidade. Das sumidades floridas e das folhas são extraídas grandes quantidades de um óleo essencial muito utilizado em algumas terapias e massagens, óleo este, que se considera ser de qualidade inferior a outros óleos extraídos de Lavandulas. Quando utilizado externamente, o óleo possui propriedades antisépticas e pode ser utilizado para lavar feridas.
Tal como noutras espécies deste género, o seu uso interno com fins medicinais deverá ser acompanhado de um profissional, uma vez que pode ter efeitos indesejados.

Diana Falcão

Curiosidade: Receita de biopesticida

Biopesticida a partir de URTIGAS:

Extracto fermentado de Urtiga:

"1kg de urtiga para 10 lts de água (de preferencia da chuva).Esmagar a urtiga o mais possivel.misturar com a água num recipiente de plastico ou vidro escuro (a luz altera as qualidades do extracto.Tapar o recipiente. Deixar fermentar durante 2/3 semanas. O tempo de fermentação é variável, dependendo, principalmente, da temperatura ambiente. Eu utilizo um processo que funciona bem. Retiro uma folha da urtiga e comprimo-a entre os dedos. Se a materia verde da folha se soltar facilmente das nervuras é sinal que a fermentação está a chegar ao fim.
Como a fermentação liberta bolhas, outro método é verificar o fim da libertação. Quando isso acontecer, o extracto está pronto.Deve-se ter o cuidado de misturar, com uma vara, todo o composto, de tempos a tempos.Quando cessa a fermentação, filtra-se o líquido com um pano. Eu utilizo manta térmica. O extracto pode ser guardado durante aproximadamente 6 meses.Como adubo líquido usa-se diluido em água a 20%. Fortifica a planta e estimula a flora microbiana do solo, melhora a função clorofilina. Reforça as defesas imunitárias da planta. Favorece o enraizamento e a germinação de sementes. Como bioinsecticida usa-se diluido em água a 10% em plantas de pequeno porte (aromáticas, por exemplo) e puro em arbustos de médio porte e em árvores.
É eficaz na eliminação de pulgões verdes e negros e no pulgão lanígero. Também contra a cochonilha e os ácaros. Deve ser aplicado com pulverizador.Outro método de obtenção de bioinsecticida de urtiga, em situações de emergência, é, sobre 1kg de urtiga bem triturada, deitar 10 lts de água fria. Levar ao lume e desligar assim que surgirem as primeiras bolhas da ebulição. Colocar uma lampa no recipiente e reservar durante 12 horas. Filtrar. Aplicar, pulverizando, com uma diluição em água de 10%. O bioinsecticida obtido através deste processo não deve ser guardado. Apenas pode ser conservado num frigorifico durante alguns dias.Apenas um senão: o extracto fermentado de urtiga cheira terrivelmente mal...Os restos da urtiga retirados depois da filtração, funcionam como um óptimo acelerador de compostagem."

Diana Falcão
A Erva-de-São-Roberto, também chamada de gerânio, é uma erva frequentemente espontânea em muitos jardins, matas e caminhos.

O seu nome tem várias origens, sendo que alguns dizem que o restritivo específico "robertianum" vem de uma adulteração da palavra "rupertianum", que evoca o nome de S.Roberto que consequentemente, foi quem descobriu algumas das propriedades da erva. Há ainda quem afirme que esta designação vem da palvra "ruber" que significa vermelho, uma vez que os caules desta planta possuem tons geralmente avermelhados.

É uma planta anual ou bienal, que geralmente seca após a floração. Pode ser utilizada seca ou verde, sendo que o seu efeito é mais eficaz quando ainda se encontra verde.

É bastante boa para ajudar no tratamento do cancro (facto que é confirmado em diversos livros). Em tempo misturava-se a erva com ovos e dava-se aos doentes (esta receita é também menciaonda por José Salgueiro no seu livro). Há ainda no povo, nomeadamente nas aldeias mais pequenas de Norte a Sul, quem refira que compressas mergulhadas numa infusão desta erva, são óptimos para tratar de feridas cutâneas

Segundo o livro de José Salgueiro, possui propriedades adstringentes, antidiarreicas e vulneráveis. É utilizada no tratamento de úlceras de estômago e do duodeno, tudo isto em forma de infusão.

Para os males de garganta e boca, pode ser usada em gargarejos.
 
Diana Falcão

Chá-de-príncipe (Cymbopogon citratus)



Planta já bastante conhecida hoje em dia, apesar de ser originária de países mais quentes como os do litoral africano. O seu nome de "Chá-de-príncipe" ou "Erva-príncipe", é em parte devido às suas qualidades, principalmente devido ao sabor da infusão que se faz com as suas folhas. Antigamente era comum baptizarem-se algumas ervas consoante as suas propriedades, e daí derivam nome como "Erva-dourada" ou " Erva-prata".
Quando em local propício ao seu desenvolvimento, que se quer com bastante sol, a planta cria novos pés e ramificações com bastante facilidade. As suas folhas são compridas e delgadas, e podem chegar a atingir 50cm de comprimento, lembrando um pouco as dos alhos.
Medicinalmente é muito utilizada para males do estômago, principalmente para digestões retardadas e para todo o restante aparelho digestivo.
 Diana Falcão

Artemísia-comum (Artemisia vulgaris)


É uma planta vivaz, aromática, com raízes lenhosas, cuja altura varia entre um e dois metros, e possui uma folhagem verde-escura. A sua época de floração situa-se entre Julho e Outubro (Setembro segundo algumas fontes), e as flores são geralmente amarelas ou vermelhas. Segundo alguns livros, é boa para aromatizar bebidas.
Como quase todas as Artemisas, tem também uma acção principalmente ao nível do organismo feminino.
Em Portugal é mais comum no Norte do país, onde cresce nas bermas dos caminhos.
No que toca a propriedades medicinais, a artemísia-comum possui uma acção anti-espasmódica, emenagoga, febrífuga, tónica e vermífuga. Contudo, não se deve usar esta erva durante a gravidez, e em caso nenhum em doses elevadas deviso à sua toxicidade. Em alguns casos o pólen pode ser alergénico.

Estragão (Artemisia dracunculus)


O estragão sempre foi das plantas aromáticas que mais interesse suscitou nas pessoas entendedoras de plantas, principalmente pelo aroma peculiar que as suas folhas libertam ao serem partidas. Algumas pessoas associam o seu odor ao dos rebuçados para a tosse Dr.Bayer.
Quanto aos usos do estragão em fitoterapia, pode-se apenas afirmar que esta planta se pode usar na prevenção do escorbuto, como estimulante do sistema digestivo e ainda pode eventualmente ajudar a baixar febres (existem plantas mais eficazes).
Sob a forma de chá o estragão pode auxiliar no tratamento da indigestão, flatulências, náuseas, e possui ainda uma açcão ligeiramente hipnótica podendo facilitar o sono.
No entanto, esta planta é normalmente mais conhecida pelos seus usos na cozinha do que na medicina, já que faz parte de muitas receitas, principalmente na gastronomia francesa, sendo muitas vezes um elemento essencial em saladas, ou em alguns pratos de carne.

Diana Falcão

domingo

Macela (Anthemis nobilis)

As propriedades medicinais desta planta residem nas flores. A sua secagem para posterior utilização, deve ser feita com algum cuidado. Inicialmente, a colheita deverá ser feita com tempo seco, no início do Verão por exemplo, enquanto que a secagem das flores deverá ser feita à sombra num local arejado. Caso a secagem não seja bem sucedida as flores podem perder as suas propriedades facilmente.

São principalmente as suas aplicações como tónico, carminativo, digestivo, e anti-inflamatório que a tornam uma planta célebre. Pode usar-se em chá em quantidades terapêuticas para auxiliar em algumas das afecções que referi acima, não sendo conhecidos quaisquer contra-indicações. Quanto ao óleo essencial, como sabem, qualquer óleo essencial puro não deve ser utilizado internamente sem aconselhamento prévio,uma vez que são compostos altamento concentrados e potencialmente tóxicox, e neste caso o seu uso em doses elevadas, possui propriedades emeticas e estupefacientes. Quanto ao uso externo podem sempre juntar-lhe outro óleo vegetal para que a sua acção não seja tão agressiva.







Diana Falcão

Aneto(Anethum graveolens)

Existem algumas dificuldades em distinguir esta planta do funcho devido às muitas semelhanças existentes entre ambas. De facto ambas são umbelíferas e ambas possuem folhas filiformes que não facilitam em nada a sua identificação.Há no entanto uma forma de as distinguir quase sem dúvidas...Através das sementes. O aroma do funcho é bastante mais adocicado que o do aneto, que cheira muito a anis. É claro que existem diversas variedades de funcho com diversos aromas que se podem tornar este método mais duvidoso, como é o caso do funcho que existe nos baldios do nosso país que é muito mais amargo que o existente em outros países. 

Mas vamos então ao aneto!Esta planta originária da Ásia é conhecida desde a Antiguidade e estava até sujeita a impostos tal era a sua procura. Foi trazida para a Europa onde acabou por se evadir para os campos nos países mais soalheiros no Sul. É uma planta anual que floresce no Verão e cujas sementes podem ser colhidas em Setembro. É altamente aconselhada para probelamss de estômago e como antiespasmódico sendo que já os gladiadores a utilizavam friccionando-a contra a pele.

Diana Falcão

Lúcia-lima (Aloysia triphylla)


Esta planta tem o seu habitat na América Central, mas foi há já muito tempo trazida para a Europa pelos navegadores, e desde então que é cultivada em muitos locais, de Norte a Sul do país, sendo a planta medicinal mais conhecida pelo povo. Isto deve-se principalmente às suas utilizações medicinais, que são poucas mas muito boas. É recomendada para auxiliar digestões retardadas, gastralgias,perturbações nervosas, insónias e vómitos. No entanto, não se aconselha o seu uso permanente.
A planta possui um cheiro penetrante e agradável,um sabor adocicado, e folhas e raíz compridas.
 
Diana Falcão

terça-feira

A extracção e composição dos medicamentos de fitoterapia é sujeita a um processo de controlo de qualidade rigoroso que começa na cultura da planta, que acontece numa região sem poluição, com clima e solo adequado. A parte activa da planta – que pode ser nas raízes, partes aéreas, folhas ou flores – reúne, em quantidades bastante reduzidas, as substâncias curativas, ou seja, onde se encontram concentradas as propriedades terapêuticas. A extracção destas substâncias segue cinco etapas específicas para se conseguir o efeito terapêutico desejado: criotrituração, extracção por solvente específico, concentração, secagem por vácuo e encapsulação.


  • CRIOTRITURAÇÃO - consiste na pulverizaçao da parte activa da planta seca, num ambiente muito frio, sob azoto líquido (gás inerte) a 196ºC negativos,h  até ficar reduzido a um pó muito fino e perfeitamente homogéneo, que permite obter uma actividade óptima e regular: o PÓ INTEGRAL CRIOTRITURADO.


E PORQUÊ UM AMBIENTE FRIO ? ?
A trituração clássica provoca a libertação de calor que vai destruir numerosas substâncias presentes na planta, que são sensíveis ao calor. Com a criotrituração, a integridade de todos os compostos activos é preservado, assegurando nas cápsulas finais o máximo de eficácia terapêutica.

  • EXTRACÇAO POR SOLVENTE

Solventes: clorofórmio, acetona, dissulfeto de carbono, álcool puro e água.
A extração líquido-líquido é uma técnica em que uma solução aquosa é colocada em contato com um segundo solvente orgânico imiscível com o primeiro solvente, a fim de colocar a transferência de um ou de mais de um soluto para o segundo solvente.
Esse tipo de extração é utilizado na quimica orgânica, para separação, purificação e concentração de certas substâncias de misturas que ocorrem na natureza. Esse método está baseado na propriedade física da substância: a solubilidade.

Pode-se usar o método da extração com solventes para se extrair cafeína do café e das folhas de chá, essências aromáticas das flores ou o açúcar da cana de açúcar.
                                                                                                                                                                                    Daniela Dias