domingo

Aneto(Anethum graveolens)

Existem algumas dificuldades em distinguir esta planta do funcho devido às muitas semelhanças existentes entre ambas. De facto ambas são umbelíferas e ambas possuem folhas filiformes que não facilitam em nada a sua identificação.Há no entanto uma forma de as distinguir quase sem dúvidas...Através das sementes. O aroma do funcho é bastante mais adocicado que o do aneto, que cheira muito a anis. É claro que existem diversas variedades de funcho com diversos aromas que se podem tornar este método mais duvidoso, como é o caso do funcho que existe nos baldios do nosso país que é muito mais amargo que o existente em outros países. 

Mas vamos então ao aneto!Esta planta originária da Ásia é conhecida desde a Antiguidade e estava até sujeita a impostos tal era a sua procura. Foi trazida para a Europa onde acabou por se evadir para os campos nos países mais soalheiros no Sul. É uma planta anual que floresce no Verão e cujas sementes podem ser colhidas em Setembro. É altamente aconselhada para probelamss de estômago e como antiespasmódico sendo que já os gladiadores a utilizavam friccionando-a contra a pele.

Diana Falcão

Lúcia-lima (Aloysia triphylla)


Esta planta tem o seu habitat na América Central, mas foi há já muito tempo trazida para a Europa pelos navegadores, e desde então que é cultivada em muitos locais, de Norte a Sul do país, sendo a planta medicinal mais conhecida pelo povo. Isto deve-se principalmente às suas utilizações medicinais, que são poucas mas muito boas. É recomendada para auxiliar digestões retardadas, gastralgias,perturbações nervosas, insónias e vómitos. No entanto, não se aconselha o seu uso permanente.
A planta possui um cheiro penetrante e agradável,um sabor adocicado, e folhas e raíz compridas.
 
Diana Falcão

terça-feira

A extracção e composição dos medicamentos de fitoterapia é sujeita a um processo de controlo de qualidade rigoroso que começa na cultura da planta, que acontece numa região sem poluição, com clima e solo adequado. A parte activa da planta – que pode ser nas raízes, partes aéreas, folhas ou flores – reúne, em quantidades bastante reduzidas, as substâncias curativas, ou seja, onde se encontram concentradas as propriedades terapêuticas. A extracção destas substâncias segue cinco etapas específicas para se conseguir o efeito terapêutico desejado: criotrituração, extracção por solvente específico, concentração, secagem por vácuo e encapsulação.


  • CRIOTRITURAÇÃO - consiste na pulverizaçao da parte activa da planta seca, num ambiente muito frio, sob azoto líquido (gás inerte) a 196ºC negativos,h  até ficar reduzido a um pó muito fino e perfeitamente homogéneo, que permite obter uma actividade óptima e regular: o PÓ INTEGRAL CRIOTRITURADO.


E PORQUÊ UM AMBIENTE FRIO ? ?
A trituração clássica provoca a libertação de calor que vai destruir numerosas substâncias presentes na planta, que são sensíveis ao calor. Com a criotrituração, a integridade de todos os compostos activos é preservado, assegurando nas cápsulas finais o máximo de eficácia terapêutica.

  • EXTRACÇAO POR SOLVENTE

Solventes: clorofórmio, acetona, dissulfeto de carbono, álcool puro e água.
A extração líquido-líquido é uma técnica em que uma solução aquosa é colocada em contato com um segundo solvente orgânico imiscível com o primeiro solvente, a fim de colocar a transferência de um ou de mais de um soluto para o segundo solvente.
Esse tipo de extração é utilizado na quimica orgânica, para separação, purificação e concentração de certas substâncias de misturas que ocorrem na natureza. Esse método está baseado na propriedade física da substância: a solubilidade.

Pode-se usar o método da extração com solventes para se extrair cafeína do café e das folhas de chá, essências aromáticas das flores ou o açúcar da cana de açúcar.
                                                                                                                                                                                    Daniela Dias

quinta-feira

Absinto (Artemisia absinthium)



Esta planta, também chamada de absinto, losna, grande-absinto, acintro, losna-maior e outros mais, é uma planta vivaz que pode durar por vários anos. Em Portugal, é espontânea em algumas zonas do país, mas principalmente no Minho e em Trás-os-Montes e Alto Douro.

Possui um caule acinzentado, assim como as folhas, e pode crecer até cerca de 1metro de altura. A floração ocorre geralmente no Verão, entre os meses de Julho e Setembro, originando flores amarelas com um cheiro bastante distinto e amargo.

As virtudes medicinais do absinto já eram conhecidas na Antiguidade onde era considerado uma panaceia pelos Egípcios. No entanto, trata-se de uma planta com um sabor muito amargo, que a torna muito desagradável quando ingerida, sendo que em grego, o seu nome significa "privada de doçura". Esta característica do absinto é inclusivamente referenciada na Sagrada Escritura, onde a planta simboliza as dificuldades da vida.



Hoje em dia sabe-se que em certos casos, a planta pode ser incrivelmente tóxica, principalmente no que toca ao seu óleo essencial que quando ingerido em doses elevadas pode causar convulsões, alucinações, e graves intoxicações. Foi em parte por causa disto, que o famoso licor de absinto foi proibido em alguns países europeus.
É uma planta que quando plantada tende a matar outras que estejam`ao seu redor.
Diana Falcão

Aneto(Anethum graveolens)

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Esta planta originária da Ásia é conhecida desde a Antiguidade e estava até sujeita a impostos tal era a sua procura. Foi trazida para a Europa onde acabou por se evadir para os campos nos países mais soalheiros no Sul. É uma planta anual que floresce no Verão e cujas sementes podem ser colhidas em Setembro. É altamente aconselhada para probelamss de estômago e como antiespasmódico sendo que já os gladiadores a utilizavam friccionando-a contra a pele.

Diana Falcão

Exposição na nossa escola!

Realizámos uma exposição, no recinto da nossa escola, para mostrar aos nossos colegas mais uma das inúmeras utilidades das plantas: a decorativa!

Mostramo-vos aqui as fotografias que tirámos (dos quadros e do nosso caderno de comentários, que infelizmente foi roubado, mas já contava com alguns comentários gratificantes), para que possam apreciar e até deixar algum comentário.

Diana Falcão











Lúcia-lima (Aloysia triphylla)


Esta planta tem o seu habitat na América Central, mas foi há já muito tempo trazida para a Europa pelos navegadores, e desde então que é cultivada em muitos locais, de Norte a Sul do país, sendo a planta medicinal mais conhecida pelo povo. Isto deve-se principalmente às suas utilizações medicinais, que são poucas mas muito boas. É recomendada para auxiliar digestões retardadas, gastralgias,perturbações nervosas, insónias e vómitos. No entanto, não se aconselha o seu uso permanente.
A planta possui um cheiro penetrante e agradável,um sabor adocicado, e folhas e raíz compridas.
 
Diana Falcão

Hortelã (Mentha spicata)


A hortelã é utilizada como tempero em culinária, como aromatizante em certos produtos alimentares, ou para a extração do seu óleo essencial. Por vezes, simplesmente cultivada como planta ornamental.
É também utilizada como planta medicinal, estando inscrita nas farmacopeias de muitos países da Europa. De entre as inúmeras virtudes citadas, podem destacar-se: estimulante, estomacal, carminativo. Usado nas atonias digestivas, flatulências, dispepsias nervosas, empregado nas palpitações e tremoneres nervosos, vômitos, cólicas uterinas, útil nos catarros brônquicos facilitando a expectoração. Em geral usa-se o óleo essencial ou uma infusão das folhas e sumidades floridas.

Diana Falcão

segunda-feira

Camapú (Physalis angulata)




A Physalis cresce numa planta arbustiva que pode crescer bastente em altura se for bem guiada. A planta tem diversas utilidades, que já são hoje em dia reconhecidas, mas é geralmente conhecida pelo seu saboroso fruto com alto teor em Vitamina A e C, fósforo e ferro, além de flavonóides, alcalóides e fitoesteroides. Os Povos nativos da Amazónia, utilizam as folhas, frutos e raízes da planta no combate a várias doenças:Diabetes reumatismo crónico, doenças de pele, bexiga, rins e fígado. Aqui fica uma imagem do fruto que se encontra no interior de uma cápsula que a planta produz, para o proteger de pragas e do clima. Ao contrário do fruto esta cápsula não deve ser ingerida uma vez que é bastante tóxica.

O mundo é mais que o nosso umbigo!

"Hoje em dia, a vida deve ser caracterizada como um sentido de responsabilidade universal, não só de nação para nação, de homem para homem, mas do homem para com outras formas de vida"
-Tenzin Gyatso-
 
Publicado por: Diana Falcão

Arruda - Uma arma contra o mau-olhado


A Arruda (Ruta Graveolens), trata-se de um arbusto que pode atingir cerca de 1 metro de altura, e que possui também um odor bastante intenso (desagradável para a maior parte das pessoas).É usada em alguns jardins como planta ornamental mas, no entanto, é conhecida principalmente por uma outra utilidade que se lhe atribui, desde a Grécia Antiga.
Para aqueles que possam estar pouco familiarizados com esta planta, saibam que desde há muitas gerações, que se diz que este arbusto tem o poder de afastar o mau-olhado, os maus espíritos, e de nos proteger contra todo o tipo de ameaças sobrenaturais. Tal conhecimento teve origem em algumas culturas, desde a africana até à europeia.

Como em tudo nestes assunstos, não existem de facto provas nem sequer forma de provar tal efeito. No entanto, podemos ainda notar que em algumas aldeias do nosso país, ainda há quem tenha sempre um exemplar da espécie à porta de casa ou no jardim. A fotografia que anexei a este "post" foi tirada recentemente, e nela figura a Arruda que a minha avó mantinha perto da entrada de sua casa.

Recentemente, reparei que em alguns viveiros de venda de plantas e afins, se encontravam pequenos vasos onde se podia ler, "Ruta Graveolens". A princípio fiquei um pouco surpreso mas, noutras lojas das redondezas sucedeu o mesmo.

Questionei-me então sobre o porquê de se vender uma planta cujo cheiro é para muitos insuportável, e que esteticamente não é tão bonita quanto isso. Será que em pleno século XXI continua a existir quem nos rogue pragas recorrendo a feitiços e bruxarias? Será essa a razão para a procura desta planta que dizem ter o poder de nos proteger? Estaremos nós a ficar cada vez mais supersticiosos? Será que não há nenhum fundamento em séculos de crenças em relação aos poderes desta planta?

Diana Falcão

domingo

Aloé Vera




O Aloe Vera é uma planta bastante conhecida devido às suas propriedades medicinais, desde a antiguidade Clássica. Segundo se conta, Alexandre o Grande terá inclusivamente conquistado a ilha de Socrato na costa leste de África, de forma a obter largar provisões desta planta para curar os ferimentos dos seus soldados.


Hoje em dia as suas propriedades já são bastante reconhecidas, e vou apenas deixar aqui algumas das aplicações que consegui encontrar, usando o suco da planta:


- Quando ingerido com uma pequena quantidade de água é um bom purgante, ou seja deve ser utilizado com algum cuidado uma vez que pode causar diarreia, sendo necessário uma dose mais pequena.

Externamente é utilizado tratar feridas, aplicando o suco sobre o local e cobrindo com uma gaze ou pano de algodão. A aplicação do suco tem ainda bons resultados para massagens na cara onde existam borbulhas ou manchas ou outros males de pele.

Existe também quem use uma tintura feita à base do suco de aloé, e para tal deve-se usar três partes de sumo de aloé e uma de álcool. Ao fim de 3 a 4 dias poderá aplicar-se sobre os males.
 
Diana Falcão