terça-feira

Segurelha-de-Inverno (Satureja Montana)

Esta planta também conhecida como Satureja-das-montanhas é, como o nome indica, característica de encostas e colinas calcárias soalheiras da região mediterrânica. Durante muito tempo era procurada pelos seus efeitos potencialmente afrodisíacos, estimulantes e psíquicos.
A sua época de floração vai de Julho e até Setembro, e as suas flores podem ser brancas ou rosadas.
É frequentemente utilizada como condimento devido ao seu aroma e sabor amargo, sendo que os seus efeitos carminativos auxiliam a digestão de alguns legumes e carnes. Em Portugal, é famosa pela sua utilização na sopa de feijão à qual dá um sabor muito especial.
Em usos externos, é recomendada para todo o tipo de problemas na boca e garganta sob a forma de infusão, com a qual se podem fazer bochechos e gargarejos. Há também quem recomende banhos quentes para auxiliar no tratamento do reumatismo.
Diana Falcão

Salvia officinalis purpurascens




Esta é de facto uma subespécie diferente de sálvia que apresenta também uma coloração diferente ao nível das folhas, sendo que há uma alternância de folhas púrpura e de folhas verdes. É estruturalmente igua à sálvia-comum, apesar de não conhecer ainda as suas flores. O aroma é talvez mais forte, e medicinalmente é lhe atribuído bastante valor, uma vez que segundo algumas fontes é mais forte que a sálvia-comum.
 
Diana Falcão

Salvia officinalis (Sálvia-comum)



A sua utilização na medicina remonta aos princípios da civilização, e ainda hoje em dia o seu uso está bastante difundido. Quanto à planta em si, pode chegar a 50 ou 60cm de altura, possui folhas grandes e oblongas e flores violetas.
No que toca às suas aplicações medicinais: Antiséptica; Antibacteriana; Tónica; Vasodilatadora; Estimulante; Antiespasmódica. Apesar destas propriedades, é geralmente empregue em males do sistema digestivo. Bastante usada em gargarejos para ajudar nas dores de ganganta, aftas e outros males da boca. No caso de dores de dentes, é frequente aconselhar-se a aplicação das folhas na zona do dente em questão. Tem ainda bastante uso na cicatrização de feridas, úlceras cutâneas, herpes e comichões, tudo isto em uso externo utilizando uma infusão de cerca de 40g da planta em lavagens nos referidos locais.
 
Diana Falcão

Arruda (Ruta graveolens)

 
Num dos livros que consultei, o autor refere o uso recorrente desta planta em casos de induçao de abortos com resultados bastante eficazes, e ainda na regulação de menstruações dolorosas e excessivas. Para além destas, o autor destaca ainda alguns benefícios para os ossos e nervos, e ainda como boa para expulsar parasitas intestinais. É ainda reconhecida como sendo um bom vomitivo, em casos em que seja necessário esvaziar o estômago, em males de pele, onde pode ser utilizada em lavagens, e ainda, e passo a citar, "aumenta a agudeza da vista".


Outras fontes que consultei, falam de muitas das qualidades acima referidas, sendo que também a reconhecem como um bom remédio para "fortalecer" a visão assim como sconfirmam as suas propriedades abortivas. Apesar disto em todas as pesquisas que fiz, se denota o cuidado necessário ao usar esta planta, uma vez que esta é bastante tóxica em doses grandes.

Orégão (Origanum vulgare)

O nome orégão deriva da palavra oros, que significa montanha e ganos, que significa esplendor, isto porque no seu estado espontâneo o orégão é uma planta característica de zonas montanhosas. É uma das plantas aromáticas mais utilizadas na culinária desde há muitos anos, devido ao seu cheiro e ao seu sabor amargo. Em Portugal, é principalmente utilizado na culinária alentejana para dar gosto a muitos pratos e saladas, nos quais se pode usar seco ou fresco. No entanto, as qualidades medicinais desta planta ainda são algumas, e não devem ser descuradas. As folhas e as sumidades floridas possuem efeitos antisépticos, estimulantes, auxiliares de digestão e de dores de estômago. Para além disso possuem também um efeito sedativo quando ingeridas internamete em doses elevadas, enquanto que em doses mais reduzidas poderão auxiliar pessoas ocm problemas de insónias. Alguns autores reconhecem-lhe ainda algumas propriedades antálgicas, ou seja que actuam no combate à dor ao nível do órgão dorido e do sistema nervoso central. Inclusivamente, usavam-se as sumidades floridas da planta, recentemente colhidas e aquecidas numa frigideira, para se fazerem pequenas almofadas, que se dizem ajudar a curar qualquer torcicolo. Com estas mesmas flores, é também produzida uma bebida doce, aperitiva, e digestiva pela maceração das mesmas em vinho.
Da planta é extraído o óleo essencial frequentemente utilizado em aromaterapia.
 
Diana Falcão

NOTÍCIA: Sálvia usada para controlo de Alzheimer


Uma investigação realizada em Portugal mostra que uma variedade de sálvia pode ser usada para controlar duas enzimas responsáveis pelo Alzheimer. A planta tem a vantagem de baixar os custos e de não ser tóxica.
Investigadores portugueses concluíram que extractos de uma espécie autóctone de sálvia, abundante nas serras d'Aire e Candeeiros, têm "enorme potencial" como terapia para melhorar capacidades cognitivas, funcionais e comportamentais em doentes com Alzheimer.
"Vários extractos da espécie de sálvia que estudámos provocam inibições bastante potentes de enzimas envolvidas na patologia de Alzheimer", disse Amélia Rauter, do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, uma das líderes da investigação.
Falta agora transformar esses extractos em princípios activos que possam ser usados pela indústria farmacêutica, adiantou.
Para já, a investigação demonstrou a acção dos extractos desta espécie de sálvia em duas enzimas que controlam a evolução da doença de Alzheimer, o que permitirá controlar o desenvolvimento da patologia, segundo o presidente do Conselho Directivo da Escola Superior Agrária de Santarém, Jorge Justino, que também lidera o projecto.
Para os investigadores, o grande potencial da descoberta reside no baixo custo, na actividade biológica relevante e na ausência de toxicidade, frisando que até a comum infusão desta planta pode ser usado como terapia na doença de Alzheimer.
"Vários extractos mostraram capacidade para inibir as enzimas acetyl e butirilcholinesterase, envolvidas nas neurotransmissões cerebrais e responsáveis pela progressão da doença", com a vantagem de os extractos bioactivos revelarem ausência de toxicidade, frisam os investigadores.
Jorge Justino afirmou que existem já no mercado alguns fármacos que inibem as enzimas envolvidas nas neurotransmissões cerebrais. Contudo, os investigadores sublinham a "necessidade urgente" da descoberta de substâncias "mais eficientes e menos caras que as usadas actualmente".
Os primeiros estudos sobre a planta tiveram início em 1992, num projecto que há um ano conseguiu o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), depois de publicados os primeiros resultados. O projecto está agora em fase de registo de patente.
A FCT apoia, durante três anos, o estudo da produção agronómica desta espécie de sálvia "com vista à avaliação dos seus constituintes para o potencial controlo da doença de Alzheimer".
(Notícia do DN)
 
Diana Falcão

Murta (Myrtus communis)


O seu uso remonta à Gréicia Antiga, onde os seus ramos eram oferecidos aos mortos em certas ocasiões. Tinha um grande valor simbólico e religioso, tanto que era usada nas coroas dos heróis e das noivas. É ainda referida no Antigo Testamento, como sendo usada em grinaldas nos casamentos pelas jovens de Israel. A madeira que se obtém dos seus caules era frequentemente utilizada como incenso, e das suas folhas e flores obtinha-se a chamada "água de anjo" utilizada em produtos de beleza.

Hoje em dia, e cientificamente falando, a murta possui de facto propriedades medicinais, que residem essencialmente nas suas folhas, e no óleo essencial que delas se pode obter. Resumidamente, o uso deste óleo essencial origina uma acção expectorante e anti-séptica dos brônquios, e do aparelho geniturinário. Pode também ser utilizada em uso externo nalgumas doenças de pele.

Não são conhecidas contra-indicações no que respeita ao uso das folhas, mas como se sabe, a maior parte das plantas não deverá ser utilizada durante a gravidez.

Diana Falcão

Hortelã-pimenta (Mentha piperita)

A hortelã-pimenta é, e sempre foi uma planta muito reconhecida pelas suas qualidades aromáticas e medicinais. Hoje em dia existem várias variedades desta planta, o que faz com que por vezes seja complicado identificá-las. Esta Mentha piperita chegou ao cantinho o ano passado e tem-se desenvolvido bem. Já sofreu alguns transplantes porque estava a tornar-se invasiva, e agora está num local onde pode crescer à vontade. Quanto ao seu uso enquanto fitoterápico, a hortelã-pimenta tem sido usada como remédio-caseiro para diversos males. Entre estes, destacam-se a sua capacidade em combater febres, dores de cabeça, e alguns problemas digestivos sob a forma de chá. Consta que as menthas têm também bastante sucesso no tratamento de cálculos biliares. Segundo li, existe um chá vendido em Inglaterra, chamado "Rowachol" que contém essencialmente ingredientes químicos característicos de várias menthas. Foi então realizado um estudo, e concluiu-se que uma em cada quatro pessoas que tomou este chá, conseguiu aliviar as dores causadas pelos cálculos biliares.
Quanto ao seu óleo essencial, foram também feitos estudos de forma a comprovar a acção do mentol, (constituinte activo de muitas das menthas) enquanto anestésico. Foi pedido a um grupo de pessoas que sofriam deste mal, que utilizassem este óleo essencial em massagens na zona das fontes. Isto revelou ter um efeito notável no tratamento das dores de cabeça. É preciso não esquecer que os óleos essenciais não devem ser ingeridos, devido ao seu elevado grau de toxicidade, e quando usados na pele, devem ser diluídos em óleo vegetal por exemplo, uma vez que na sua forma pura podem ser irritantes para a pele.

Diana Falcão

Hortelã-da-ribeira (Mentha cervina)


Também chamada de "Erva-peixeira" por algumas pessoas, esta hortelã, é de todas as chamadas hortelãs, a que menos se asssemelha a elas. A sua folha é bastante fina, diferindo assim de todas as outras menthas, apesar de no entanto, ser frequentemente chamada de poejo sem o ser, devido ao seu aroma. Antigamente era muito conhecida pelos pescadores de água doce, quando ainda se comia mais peixe de rio mas, entreanto foi sendo esquecida e hoje já praticamente ninguém a conhece com excepção de algumas gentes do povo que ainda a utilizam, pois nunca dispensam uns ramos verdes desta hortelã numa caldeirada de peixe, por exemplo.

Diana Falcão

Erva-cidreira


As virtudes que esta planta possui na medicina vegetal já são tão antigas, que segundo o que descobri, já as primeiras civilizações árabes a usavam. Com o passar do tempo a sua eficácia na cura de certos males foi sendo comprovada, e é hoje uma das plantas mais utilizadas entre nós.

É recomendada na forma de chá, para a anemia, falta de apetite, asma, doenças do estômago, do fígado, coração, insónias, e memória debilitada.
 
Diana Falcão

Marjorana hortensis (Manjerona)

Esta planta pode ser usada em vários pratos, saladas e dizem até que fica bastante bem com batatas fritas. A manjerona precisa de um clima quente para que o seu cheiro seja apurado, no entanto quando se seca, perde um pouco as suas propriedades aromáticas, daí que seja preferível usá-la fresca se for possivel.
Como condimento usa-se toda a planta, enquanto que na Medicina, apenas as flores e as folhas se tornam bastante utéis contra fraquezas gerais. Tens um efeito excitante e antiespasmódico. Para este fim, podem utilizar-se cerca de 30g de folhas e flores para 1 litro de água. Deixar ferver levemente a infusão e tomar 3 chávenas por dia, da dita infusão, fora das refeições.
 
Diana Falcão

Rosmaninho (Lavandula stoechas)

O rosmaninho é uma espécie do género Lavandula que ocorre naturalmente na zona mediterrânica. Difere das outras Lavandulas não só no tamanho, mas principalmente nas flores púrpura que possuem pequenas "pétalas" saindo da sua extremidade. Das sumidades floridas e das folhas são extraídas grandes quantidades de um óleo essencial muito utilizado em algumas terapias e massagens, óleo este, que se considera ser de qualidade inferior a outros óleos extraídos de Lavandulas. Quando utilizado externamente, o óleo possui propriedades antisépticas e pode ser utilizado para lavar feridas.
Tal como noutras espécies deste género, o seu uso interno com fins medicinais deverá ser acompanhado de um profissional, uma vez que pode ter efeitos indesejados.

Diana Falcão

Curiosidade: Receita de biopesticida

Biopesticida a partir de URTIGAS:

Extracto fermentado de Urtiga:

"1kg de urtiga para 10 lts de água (de preferencia da chuva).Esmagar a urtiga o mais possivel.misturar com a água num recipiente de plastico ou vidro escuro (a luz altera as qualidades do extracto.Tapar o recipiente. Deixar fermentar durante 2/3 semanas. O tempo de fermentação é variável, dependendo, principalmente, da temperatura ambiente. Eu utilizo um processo que funciona bem. Retiro uma folha da urtiga e comprimo-a entre os dedos. Se a materia verde da folha se soltar facilmente das nervuras é sinal que a fermentação está a chegar ao fim.
Como a fermentação liberta bolhas, outro método é verificar o fim da libertação. Quando isso acontecer, o extracto está pronto.Deve-se ter o cuidado de misturar, com uma vara, todo o composto, de tempos a tempos.Quando cessa a fermentação, filtra-se o líquido com um pano. Eu utilizo manta térmica. O extracto pode ser guardado durante aproximadamente 6 meses.Como adubo líquido usa-se diluido em água a 20%. Fortifica a planta e estimula a flora microbiana do solo, melhora a função clorofilina. Reforça as defesas imunitárias da planta. Favorece o enraizamento e a germinação de sementes. Como bioinsecticida usa-se diluido em água a 10% em plantas de pequeno porte (aromáticas, por exemplo) e puro em arbustos de médio porte e em árvores.
É eficaz na eliminação de pulgões verdes e negros e no pulgão lanígero. Também contra a cochonilha e os ácaros. Deve ser aplicado com pulverizador.Outro método de obtenção de bioinsecticida de urtiga, em situações de emergência, é, sobre 1kg de urtiga bem triturada, deitar 10 lts de água fria. Levar ao lume e desligar assim que surgirem as primeiras bolhas da ebulição. Colocar uma lampa no recipiente e reservar durante 12 horas. Filtrar. Aplicar, pulverizando, com uma diluição em água de 10%. O bioinsecticida obtido através deste processo não deve ser guardado. Apenas pode ser conservado num frigorifico durante alguns dias.Apenas um senão: o extracto fermentado de urtiga cheira terrivelmente mal...Os restos da urtiga retirados depois da filtração, funcionam como um óptimo acelerador de compostagem."

Diana Falcão
A Erva-de-São-Roberto, também chamada de gerânio, é uma erva frequentemente espontânea em muitos jardins, matas e caminhos.

O seu nome tem várias origens, sendo que alguns dizem que o restritivo específico "robertianum" vem de uma adulteração da palavra "rupertianum", que evoca o nome de S.Roberto que consequentemente, foi quem descobriu algumas das propriedades da erva. Há ainda quem afirme que esta designação vem da palvra "ruber" que significa vermelho, uma vez que os caules desta planta possuem tons geralmente avermelhados.

É uma planta anual ou bienal, que geralmente seca após a floração. Pode ser utilizada seca ou verde, sendo que o seu efeito é mais eficaz quando ainda se encontra verde.

É bastante boa para ajudar no tratamento do cancro (facto que é confirmado em diversos livros). Em tempo misturava-se a erva com ovos e dava-se aos doentes (esta receita é também menciaonda por José Salgueiro no seu livro). Há ainda no povo, nomeadamente nas aldeias mais pequenas de Norte a Sul, quem refira que compressas mergulhadas numa infusão desta erva, são óptimos para tratar de feridas cutâneas

Segundo o livro de José Salgueiro, possui propriedades adstringentes, antidiarreicas e vulneráveis. É utilizada no tratamento de úlceras de estômago e do duodeno, tudo isto em forma de infusão.

Para os males de garganta e boca, pode ser usada em gargarejos.
 
Diana Falcão

Chá-de-príncipe (Cymbopogon citratus)



Planta já bastante conhecida hoje em dia, apesar de ser originária de países mais quentes como os do litoral africano. O seu nome de "Chá-de-príncipe" ou "Erva-príncipe", é em parte devido às suas qualidades, principalmente devido ao sabor da infusão que se faz com as suas folhas. Antigamente era comum baptizarem-se algumas ervas consoante as suas propriedades, e daí derivam nome como "Erva-dourada" ou " Erva-prata".
Quando em local propício ao seu desenvolvimento, que se quer com bastante sol, a planta cria novos pés e ramificações com bastante facilidade. As suas folhas são compridas e delgadas, e podem chegar a atingir 50cm de comprimento, lembrando um pouco as dos alhos.
Medicinalmente é muito utilizada para males do estômago, principalmente para digestões retardadas e para todo o restante aparelho digestivo.
 Diana Falcão

Artemísia-comum (Artemisia vulgaris)


É uma planta vivaz, aromática, com raízes lenhosas, cuja altura varia entre um e dois metros, e possui uma folhagem verde-escura. A sua época de floração situa-se entre Julho e Outubro (Setembro segundo algumas fontes), e as flores são geralmente amarelas ou vermelhas. Segundo alguns livros, é boa para aromatizar bebidas.
Como quase todas as Artemisas, tem também uma acção principalmente ao nível do organismo feminino.
Em Portugal é mais comum no Norte do país, onde cresce nas bermas dos caminhos.
No que toca a propriedades medicinais, a artemísia-comum possui uma acção anti-espasmódica, emenagoga, febrífuga, tónica e vermífuga. Contudo, não se deve usar esta erva durante a gravidez, e em caso nenhum em doses elevadas deviso à sua toxicidade. Em alguns casos o pólen pode ser alergénico.

Estragão (Artemisia dracunculus)


O estragão sempre foi das plantas aromáticas que mais interesse suscitou nas pessoas entendedoras de plantas, principalmente pelo aroma peculiar que as suas folhas libertam ao serem partidas. Algumas pessoas associam o seu odor ao dos rebuçados para a tosse Dr.Bayer.
Quanto aos usos do estragão em fitoterapia, pode-se apenas afirmar que esta planta se pode usar na prevenção do escorbuto, como estimulante do sistema digestivo e ainda pode eventualmente ajudar a baixar febres (existem plantas mais eficazes).
Sob a forma de chá o estragão pode auxiliar no tratamento da indigestão, flatulências, náuseas, e possui ainda uma açcão ligeiramente hipnótica podendo facilitar o sono.
No entanto, esta planta é normalmente mais conhecida pelos seus usos na cozinha do que na medicina, já que faz parte de muitas receitas, principalmente na gastronomia francesa, sendo muitas vezes um elemento essencial em saladas, ou em alguns pratos de carne.

Diana Falcão

domingo

Macela (Anthemis nobilis)

As propriedades medicinais desta planta residem nas flores. A sua secagem para posterior utilização, deve ser feita com algum cuidado. Inicialmente, a colheita deverá ser feita com tempo seco, no início do Verão por exemplo, enquanto que a secagem das flores deverá ser feita à sombra num local arejado. Caso a secagem não seja bem sucedida as flores podem perder as suas propriedades facilmente.

São principalmente as suas aplicações como tónico, carminativo, digestivo, e anti-inflamatório que a tornam uma planta célebre. Pode usar-se em chá em quantidades terapêuticas para auxiliar em algumas das afecções que referi acima, não sendo conhecidos quaisquer contra-indicações. Quanto ao óleo essencial, como sabem, qualquer óleo essencial puro não deve ser utilizado internamente sem aconselhamento prévio,uma vez que são compostos altamento concentrados e potencialmente tóxicox, e neste caso o seu uso em doses elevadas, possui propriedades emeticas e estupefacientes. Quanto ao uso externo podem sempre juntar-lhe outro óleo vegetal para que a sua acção não seja tão agressiva.







Diana Falcão

Aneto(Anethum graveolens)

Existem algumas dificuldades em distinguir esta planta do funcho devido às muitas semelhanças existentes entre ambas. De facto ambas são umbelíferas e ambas possuem folhas filiformes que não facilitam em nada a sua identificação.Há no entanto uma forma de as distinguir quase sem dúvidas...Através das sementes. O aroma do funcho é bastante mais adocicado que o do aneto, que cheira muito a anis. É claro que existem diversas variedades de funcho com diversos aromas que se podem tornar este método mais duvidoso, como é o caso do funcho que existe nos baldios do nosso país que é muito mais amargo que o existente em outros países. 

Mas vamos então ao aneto!Esta planta originária da Ásia é conhecida desde a Antiguidade e estava até sujeita a impostos tal era a sua procura. Foi trazida para a Europa onde acabou por se evadir para os campos nos países mais soalheiros no Sul. É uma planta anual que floresce no Verão e cujas sementes podem ser colhidas em Setembro. É altamente aconselhada para probelamss de estômago e como antiespasmódico sendo que já os gladiadores a utilizavam friccionando-a contra a pele.

Diana Falcão

Lúcia-lima (Aloysia triphylla)


Esta planta tem o seu habitat na América Central, mas foi há já muito tempo trazida para a Europa pelos navegadores, e desde então que é cultivada em muitos locais, de Norte a Sul do país, sendo a planta medicinal mais conhecida pelo povo. Isto deve-se principalmente às suas utilizações medicinais, que são poucas mas muito boas. É recomendada para auxiliar digestões retardadas, gastralgias,perturbações nervosas, insónias e vómitos. No entanto, não se aconselha o seu uso permanente.
A planta possui um cheiro penetrante e agradável,um sabor adocicado, e folhas e raíz compridas.
 
Diana Falcão

terça-feira

A extracção e composição dos medicamentos de fitoterapia é sujeita a um processo de controlo de qualidade rigoroso que começa na cultura da planta, que acontece numa região sem poluição, com clima e solo adequado. A parte activa da planta – que pode ser nas raízes, partes aéreas, folhas ou flores – reúne, em quantidades bastante reduzidas, as substâncias curativas, ou seja, onde se encontram concentradas as propriedades terapêuticas. A extracção destas substâncias segue cinco etapas específicas para se conseguir o efeito terapêutico desejado: criotrituração, extracção por solvente específico, concentração, secagem por vácuo e encapsulação.


  • CRIOTRITURAÇÃO - consiste na pulverizaçao da parte activa da planta seca, num ambiente muito frio, sob azoto líquido (gás inerte) a 196ºC negativos,h  até ficar reduzido a um pó muito fino e perfeitamente homogéneo, que permite obter uma actividade óptima e regular: o PÓ INTEGRAL CRIOTRITURADO.


E PORQUÊ UM AMBIENTE FRIO ? ?
A trituração clássica provoca a libertação de calor que vai destruir numerosas substâncias presentes na planta, que são sensíveis ao calor. Com a criotrituração, a integridade de todos os compostos activos é preservado, assegurando nas cápsulas finais o máximo de eficácia terapêutica.

  • EXTRACÇAO POR SOLVENTE

Solventes: clorofórmio, acetona, dissulfeto de carbono, álcool puro e água.
A extração líquido-líquido é uma técnica em que uma solução aquosa é colocada em contato com um segundo solvente orgânico imiscível com o primeiro solvente, a fim de colocar a transferência de um ou de mais de um soluto para o segundo solvente.
Esse tipo de extração é utilizado na quimica orgânica, para separação, purificação e concentração de certas substâncias de misturas que ocorrem na natureza. Esse método está baseado na propriedade física da substância: a solubilidade.

Pode-se usar o método da extração com solventes para se extrair cafeína do café e das folhas de chá, essências aromáticas das flores ou o açúcar da cana de açúcar.
                                                                                                                                                                                    Daniela Dias