quarta-feira

Conclusão

Chegamos então à recta final do nosso projecto, e é particularmente gratificante ver que atingimos todos os objectivos que desde cedo havíamos planeado. Com a realização de todo este trabalho ao longo do ano lectivo, tivemos pela frente a conquista de vários projectos como, a experiência laboratorial, realizada com o objectivo de testar o desenvolvimento de uma população de leveduras em diferentes extractos de plantas, a elaboração de quadros com recurso a plantas decorativas que vieram a ser expostas à comunidade escolar como apelo à utilidade das plantas, a palestra que elaborada em conjunto e com a participação especial de um especialista, apresentamos a algumas turmas da escola alertando-as para as características das plantas e quais as suas actuações na prevenção de doenças, recuperação da saúde mas também quais os efeitos nocivos que podem acarretar; também a elaboração de um herbário foi um objectivo a alcançar e que com resultados positivos veio a ter utilidade nessa mesma palestra, e ainda a final e tão desejada apresentação final à nossa turma, na qual apresentamos todos os passos e caminhos pelos quais percorremos para tornar este projecto naquilo em que se tornou. Bastante cientes da qualidade pedagógica deste trabalho orgulhamos de ter feito deste tema o ponto de convergência de todo o nosso plano de actuação o que nos possibilitou colher bons frutos nesta etapa final.
Queremos também agradecer a todos aqueles que nos prestaram incondicional apoio para a execução de muitas tarefas, um especial agradecimento aos nosso colegas e à professora da disciplina, mas é também de se destacar um muito especial bem haja a todos os nosso seguidores que espalhados por todo o mundo despertaram curiosidade pelo nosso trabalho e nos acompanharam através do blog.

Adeus, muito obrigada

Daniela Dias

Propriedades particulares de algumas plantas













Diuréticas
Depurativas
Estimulantes do metabolismo
Inibidoras do apetite
Estimulantes do apetite
*Erva-coalheira
* Aveleira
*Alho - cru
*Zaragatoa
*Camomila
*Colútea
*Cebola
*Laminária
*Bodelha
*Chicória
*Beldroega
*Colútea

*Laminária
*Matricária
*Cerejeira
*Beldroega


*Genciana
*Bodelha
*Cerejeira


*Argentina
*Vara-de-ouro
*Mil-folhas


*Abrunheiro-bravo
*Espargo
*Ulmeira


*Segurelha

*Vara-de-ouro


*Angélica




*Absinto

Daniela Dias

As plantas exercem funções importantíssimas

para além de:


  • purificarem o ar atmosférico
  • servirem de alimento para assegurar o desenvolvimento e crescimento dos indivíduos


também:

  • servem para curar doenças
  • servem para desintoxicar o corpo de substâncias nocivas

Formas de utilizar as plantas como remédio:

Tisana – cozimento de plantas medicinais, corresponde ao chá de ervas medicinais. Existem três métodos genéricos de preparar tisanas: infusão, decocção e maceração. Todos este métodos têm em comum a utilização da água para extrair os produtos medicinais.

Infusão – consiste em verter água a ferver sobre as plantas medicinais, tapar o recipiente para não se perderem as essências voláteis e deixar em repouso durante 10 minutos. Técnica ideal para utilizar as partes delicadas de uma planta: folha, flores e caules tenros.

Decocção – é o cozimento: junta-se a planta e a água ao mesmo tempo num recipiente e deixa-se a ferver 15 a 30 minutos. A decocção é particularmente indicada para preparar tisanas das partes duras das plantas: raízes, cascas, sementes e rizomas, os quais, pela sua dureza, necessitam de manter-se em ebulição para libertar os seus princípios activos. Este método tem o inconveniente de algumas vitaminas serem destruídas pelo calor.

Maceração – consiste em imergir uma planta em água fria durante 10 a 24 horas, para o líquido adquirir propriedades da planta. Pode-se auxiliar friccionando a planta. A vantagem da maceração é que os constituintes solúveis da planta se dissolvem na água e, ao mesmo tempo, conservam-se intactas as vitaminas e sais minerais que passaram para a água. A maceração pode ser preparada com água, azeite ou álcool e está indicada nas plantas medicinais cujos princípios activos sejam facilmente destruídos pelo calor ou sejam muito ricas em substâncias de sabor muito amargo que não passam facilmente para a água.

Daniela Dias 

terça-feira







Murta

 A murta é um arbusto muito habitual no litoral mediterrâneo, em matas e charnecas. É constituída por taninos, óleos essenciais e resinas; estes são rapidamente absorvidos, dando à urina odor a violeta.



As flores e bagas podem ser usadas na confecção de de saladas e guranições. As folhas são ideias para o tempero de carne e peixe, em conjunto com tomilho ou segurelha e funcho, respectivamente; estas são também utilizadas no fabrico de queijo e de licor.

Essencialmente, esta planta:
  • Combate as diarreias, devido aos taninos;
  • Ajuda no tratamento de cistite, corrimentos vaginais e uretrites;
  • A nível externo, é uilizada para tratar psoríase, acne, infecções das gengivas e hemorróidas;
  • Através do seu óleo essencial é possível fabricar sabonetes e outros produtos de cosmética.
Levístico, a planta que estimula o aparelho digestivo

Planta natural do Irão e do Sul da Europa é, actualmente, utilizada pelos egípcios para acompanhar peixe grelhado, carnes e guisados. A nível culinário as suas folhas são ainda usadas na confecção de saladas, sopas e omeletes. aproveitam-se também as sementes para pratos de arroz, massa, pão, bolachas e licor. 

Fazem parte da sua composição óleos essenciais, cumarinas, gomas, resinas, taninos, amidos, sais minerais e vitamina C.

Assim, esta planta torna-se útil:
  • No tratamento de feridas e inchaços, através de cataplasmas, devido às suas acções anti-séptica e anti-biótica;
  • No alívio de cáulculos renais, gota e ureia, devido à sua acção diurética;
  • Em casos de falta de apetite e flatulência;
  • No alívio de cólicas menstruais (apenas a espécie Ligisticum chinensis);
  • Na retenção de líquidos, através da infusão feita com sementes ou folhas;
  • Como desodorizante para a pele;
  • Para as sardas, como decocção;

Daniela Jacinto

HarpagoHarpago ou "garra do diabo"

Planta oriunda de África, encontra-se sobretudo nas savanas do deserto do Kalahari, nas estepes da Namíbia, no Botswana, na província do Cabo e ainda na ilha de Madagáscar.

Raíz já usada há vários século para tratar indigestões, febres e feridas, contém fitoesteróides, ácidos fenólicos e flavonóides...

Anti-inflamatório (iridóides), auxilía bastante em casos de reumatismo e artrites.

Depurativo - activa as funções do fígado e ajuda na eliminação de susbtâncias tóxicas provenientes deste órgão como a ureia.

Ajuda à digestão - aumenta a motilidade gástrica e a secreção de sucos gástricos, levando assim a um aumento do apetite.

Ou seja, esta formidável planta é recomendada para:
  • Qualquer problema agudo ou crónico que implique dor e/ou inflamação (músculos, ossos, articulações), como o reumático, artroses, artrites, lombalgias, fibromialgia, ciáticas...
  • Tendinites, entorses e distensões.
...contudo, nao deve ser utilizado em casos de úlcera gastroduodenal ou síndrome do intestino irritável.



Daniela Jacinto

Os 10 Mandamentos

Para que consigamos obter todos os benefícios de alguma planta, sem que saiamos prejudicados, Temos seguir os seguintes passos:

  1. Não apanhar planta alguma nas margens dos rios, nas beiras da estrada, nem perto de esgotos.
  2. Saber como apanhar a planta: nao retirar todas as folhas de um galho, nem retirar as cascas em redor do caule, apenas só de um lado.
  3. Saber quando apanhar a planta: as plantas devem ser apanhadas logo de manhã ou ao fim do dia; devem também ser apanhadas só quando começam a mostrar os órgãos reprodutores, como as flores, por exemplo.
  4. Saber como secar e conservar as plantas. As folhas, as flores e as raízes devem ser postas à sombra, durante 3 a 5 dias. As sementes devem ser retiradas de frutos maduros e secos ao sol. Depois de secas, ualquer parte da planta deve ser guardada num recipiente de vidro, seco, e em lugar fresco; é aconselhável verificar se existe mofo ou insectos.
  5. Saber que parte da planta é utilizada.
  6. Saber como preparar a planta (infusão, decocção, cataplasma...), bem como a quantidade.
  7. Saber como usar a planta (uso interno ou externo). É de notar que muitas plantas não devem ser ingeridas, sendo aconselhável apenas o seu uso externo. 
  8. Saber que quantidade usar! Devemos informar-nos acerca da dose aconselhada e nao exceder a mesma.
  9. Saber a toxicidade da planta em causa. Seja qual a forma com que usemos a planta, temos que ter em conta o nosso estado de saúde, a forma com que a administramos bem como a sua quantidade.
  10. Saber identificar as plantas. É muito importante saber reconhecer as plantas, visto que muitas das vezes adquirem nomes diferentes consoante a respectiva região ou zona.

Daniela Jacinto

A Toxicidade das Plantas

Somos conhecedores de muitos benefícios que podemos obter através das plantas (medicinais e/ou aromáticas), como o tratamento ou cura de algumas doenças, por exemplo.
O que, por vezes, nos escapa é o facto de, muitas das plantas que se revelam vantajosas para o Homem, poderem ser tóxicas. Tal sucede devido à quantidade da dose administrada (muitas plantas tornam-se tóxicas por serem administradas em doses elevadas) ou devido às condições em que o indivíduo se encontra, pois o efeito que qualquer planta surte em alguém doente não é, certamente, o mesmo que causa numa pessoa sã.

Assim, quando ingeridas em grandes doses, as seguintes plantas podem provocar...
  • Açafrão: Transtornos nervosos e renais; torna-se abortivo;
  • Anis - estrelado: convulsões e delírio;
  • Arruda: reacções alérgicas e aborto;
  • Chá preto: taquicardia, nervosismo, dependência;
  • Coentros: excitação nervosa;
  • Cravo-da-Índia: irritação estomacal;
  • Funcho: convulsões;
  • Hipericão: fotossensibilização

Daniela Jacinto

Com um simples chá…

1.       Combata/evite
·         Garganta inflamada – chá de Linhaça
·         Má digestão – chá de Alfavaca ou chá de Funcho
·         Anemia – chá de Alcaparras
·         Flatulência – chá de Erva-Doce
·         Amigdalite – chá de Salva
·         Menstruações escassas e dolorosas – chá de Salsa
·         Hemorróidas – chá de Urtiga

2.       Consiga uma acção
·      Depurativa – chá de Hortelã-pimenta
·      Estimulante – chá de Gengibre e Morango
·      Desintoxicante – chá de Laranja

Daniela Jacinto

As plantas a seguir mencionadas, para além de serem utilizadas na confecção de vários pratos, revelam-se bastante vantajosas, (nomeadamente para a Mulher e a sua saúde).
ERVA CIDREIRA é muito usada como chá, mas é igualmente ideial para sumos e alguns molhos.

Propriedades terapêuticas:

  • Regula a menstruação;
  • Ameniza cólicas menstruais;
  • Tem acção calmante, anti-alérgica e rejuvenescedora;
  • É anti-depressiva;
Remédios caseiros:
  • O chá de erva-cidreira atenua sintomas da menstruação, diminui a ansiedade e combate insónias;
  • A sua compressa é indicada para feridas na pele.

A MANJERONA é óptima para massas e molhos, carnes, aves e omeletes.

Propriedades terapêuticas:
  • Analgésica, cicatrizante, anti-virótica e bactericida;
  • Auxilia no tratamento de algumas doenças respiratórias;
  • Ajuda a relaxar e evita espamos.
Remédios caseiros:
  • O chá feito das flores secas de manjerona auxilia no trato digestivo;
  • A inalação do vapor do chá de manjerona combate o resfriado e serve de expectorante.

A SALSA é dos condimentos mais utilizados na culinária: tempera arroz, carnes, peixes, saladas, legumes cozidos, ovos e molhos.

Propriedades terapêuticas:
  • Recomendada para dores renais, hepáticas;
  • Normaliza a menstruação e as hemorragias menstruais e nasais;
  • Combater a acidez estomacal e flatulência.
Remédios caseiros:
  • Para hemorragia nasal é indicado embeber o sumo da salsa em algodão e introduzir no nariz por alguns instantes;
  • O chá feito com um pouco sementes de salsa após as refeições ajuda a evitar a acidez e dores estomacais, e ameniza os incómodos provocados pela menstruação.
 O MANJERICÃO é indicado para molhos, marinadas, carnes assadas e legumes cozidos.

Propriedades terapêuticas:
  • Sudorífero e diurético;
  • Combate o cansaço;
  • Tem propriedades anti-bacterianas e analgésicas.
Remédios caseiros:
  • Favorece a digestão quando é utilizado na confecção dos alimentos:
  • A compressa feita com o chá de manjericão alivia as dores nos mamilos de lactantes,
ATENÇÃO! O chá de salsa não é recomendado a grávidas.

O ANIS, ou erva-doce, é usado como condimento (bolos ou saladas).

Propriedades terapêuticas:
  • Digestivo;
  • Actua contra as cólicas intestinais;
  • Combate a tosse;
  • O seu uso é para tensões nervosas e insónias.
Remédios caseiros:
  • O óleo essencial age como tranquilizador;
  • o chá de erva-doce é recomendado para a má-digestão e flatulência; 
  • Suaviza as olheiras, quando se coloca algodão embebido do seu chá, sobre as pálpebras. 
ALECRIM é utilizado para temperar peixes e aves, ensopados e legumes cozidos.

Propriedades terapêuticas:
  • Anti-séptico - impede a proliferação de micróbios;
  • Estimula o desempenho da vesícula biliar;
  • Calmante;
  • Alivia as dores musculares.
Remédios caseiros:
  • As flores e folhas de alecrim, em banhos, ajudam a aliviar dores reumáticas;
  • Com a inalação do vapor do chá forte de alecrim é combate-se a tosse, a bronquite, a asma e a gripe;
  • O seu chá é digestivo, anti-espasmódico, diminui gases, favorece o fígado e combate o cansaço.

Daniela Jacinto



Dia-a-dia com chás

Todos os dias nos deparamos com situações ou alguns períodos da nossa vida, em que a nossa pele e sentidos são "atacados" e, em que os chás (ou os extractos das suas plantas) se revelam grandes aliados.

  • Queimaduras: lesões causadas pela acçao directa do calos sobre a nossa pele, e podem surgir, por exepmlo, através de actividades domésticas.
Assim, como o HIPERICÃO possui propriedades abtidepressivas e tranquilizantes, através do uso do seu óleo é possível obter uma acção cicatrizante, relaxante, bem como a tonificação das nossas veias.   

  • Verrugas: excrescências da pele causadas crescimento rápido e excessivo das células de origem viral; embora bastante contagiosas, sao benignas.
Com o óleo essencial de ALHO, é possivel normalizar a tensão arterial e a glicose, reduzir os lípidos; este óleo é ainda bactericida e vermifuga.

  • Conjuntivite: inflamação de origem diversa, que provoca vermelhidão no glóbulo ocular, intolerância à luz e sensação de dor...
A infusão feita com as flores da CAMOMILA e aplicada como comprensas, loções ou banhos oculares ajuda a reduzir a inflamação, alivia os espasmos e ainda provoca uma ligeira acção sedativa.

Daniela Jacinto       

Segurelha-de-Inverno (Satureja Montana)

Esta planta também conhecida como Satureja-das-montanhas é, como o nome indica, característica de encostas e colinas calcárias soalheiras da região mediterrânica. Durante muito tempo era procurada pelos seus efeitos potencialmente afrodisíacos, estimulantes e psíquicos.
A sua época de floração vai de Julho e até Setembro, e as suas flores podem ser brancas ou rosadas.
É frequentemente utilizada como condimento devido ao seu aroma e sabor amargo, sendo que os seus efeitos carminativos auxiliam a digestão de alguns legumes e carnes. Em Portugal, é famosa pela sua utilização na sopa de feijão à qual dá um sabor muito especial.
Em usos externos, é recomendada para todo o tipo de problemas na boca e garganta sob a forma de infusão, com a qual se podem fazer bochechos e gargarejos. Há também quem recomende banhos quentes para auxiliar no tratamento do reumatismo.
Diana Falcão

Salvia officinalis purpurascens




Esta é de facto uma subespécie diferente de sálvia que apresenta também uma coloração diferente ao nível das folhas, sendo que há uma alternância de folhas púrpura e de folhas verdes. É estruturalmente igua à sálvia-comum, apesar de não conhecer ainda as suas flores. O aroma é talvez mais forte, e medicinalmente é lhe atribuído bastante valor, uma vez que segundo algumas fontes é mais forte que a sálvia-comum.
 
Diana Falcão

Salvia officinalis (Sálvia-comum)



A sua utilização na medicina remonta aos princípios da civilização, e ainda hoje em dia o seu uso está bastante difundido. Quanto à planta em si, pode chegar a 50 ou 60cm de altura, possui folhas grandes e oblongas e flores violetas.
No que toca às suas aplicações medicinais: Antiséptica; Antibacteriana; Tónica; Vasodilatadora; Estimulante; Antiespasmódica. Apesar destas propriedades, é geralmente empregue em males do sistema digestivo. Bastante usada em gargarejos para ajudar nas dores de ganganta, aftas e outros males da boca. No caso de dores de dentes, é frequente aconselhar-se a aplicação das folhas na zona do dente em questão. Tem ainda bastante uso na cicatrização de feridas, úlceras cutâneas, herpes e comichões, tudo isto em uso externo utilizando uma infusão de cerca de 40g da planta em lavagens nos referidos locais.
 
Diana Falcão

Arruda (Ruta graveolens)

 
Num dos livros que consultei, o autor refere o uso recorrente desta planta em casos de induçao de abortos com resultados bastante eficazes, e ainda na regulação de menstruações dolorosas e excessivas. Para além destas, o autor destaca ainda alguns benefícios para os ossos e nervos, e ainda como boa para expulsar parasitas intestinais. É ainda reconhecida como sendo um bom vomitivo, em casos em que seja necessário esvaziar o estômago, em males de pele, onde pode ser utilizada em lavagens, e ainda, e passo a citar, "aumenta a agudeza da vista".


Outras fontes que consultei, falam de muitas das qualidades acima referidas, sendo que também a reconhecem como um bom remédio para "fortalecer" a visão assim como sconfirmam as suas propriedades abortivas. Apesar disto em todas as pesquisas que fiz, se denota o cuidado necessário ao usar esta planta, uma vez que esta é bastante tóxica em doses grandes.

Orégão (Origanum vulgare)

O nome orégão deriva da palavra oros, que significa montanha e ganos, que significa esplendor, isto porque no seu estado espontâneo o orégão é uma planta característica de zonas montanhosas. É uma das plantas aromáticas mais utilizadas na culinária desde há muitos anos, devido ao seu cheiro e ao seu sabor amargo. Em Portugal, é principalmente utilizado na culinária alentejana para dar gosto a muitos pratos e saladas, nos quais se pode usar seco ou fresco. No entanto, as qualidades medicinais desta planta ainda são algumas, e não devem ser descuradas. As folhas e as sumidades floridas possuem efeitos antisépticos, estimulantes, auxiliares de digestão e de dores de estômago. Para além disso possuem também um efeito sedativo quando ingeridas internamete em doses elevadas, enquanto que em doses mais reduzidas poderão auxiliar pessoas ocm problemas de insónias. Alguns autores reconhecem-lhe ainda algumas propriedades antálgicas, ou seja que actuam no combate à dor ao nível do órgão dorido e do sistema nervoso central. Inclusivamente, usavam-se as sumidades floridas da planta, recentemente colhidas e aquecidas numa frigideira, para se fazerem pequenas almofadas, que se dizem ajudar a curar qualquer torcicolo. Com estas mesmas flores, é também produzida uma bebida doce, aperitiva, e digestiva pela maceração das mesmas em vinho.
Da planta é extraído o óleo essencial frequentemente utilizado em aromaterapia.
 
Diana Falcão

NOTÍCIA: Sálvia usada para controlo de Alzheimer


Uma investigação realizada em Portugal mostra que uma variedade de sálvia pode ser usada para controlar duas enzimas responsáveis pelo Alzheimer. A planta tem a vantagem de baixar os custos e de não ser tóxica.
Investigadores portugueses concluíram que extractos de uma espécie autóctone de sálvia, abundante nas serras d'Aire e Candeeiros, têm "enorme potencial" como terapia para melhorar capacidades cognitivas, funcionais e comportamentais em doentes com Alzheimer.
"Vários extractos da espécie de sálvia que estudámos provocam inibições bastante potentes de enzimas envolvidas na patologia de Alzheimer", disse Amélia Rauter, do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, uma das líderes da investigação.
Falta agora transformar esses extractos em princípios activos que possam ser usados pela indústria farmacêutica, adiantou.
Para já, a investigação demonstrou a acção dos extractos desta espécie de sálvia em duas enzimas que controlam a evolução da doença de Alzheimer, o que permitirá controlar o desenvolvimento da patologia, segundo o presidente do Conselho Directivo da Escola Superior Agrária de Santarém, Jorge Justino, que também lidera o projecto.
Para os investigadores, o grande potencial da descoberta reside no baixo custo, na actividade biológica relevante e na ausência de toxicidade, frisando que até a comum infusão desta planta pode ser usado como terapia na doença de Alzheimer.
"Vários extractos mostraram capacidade para inibir as enzimas acetyl e butirilcholinesterase, envolvidas nas neurotransmissões cerebrais e responsáveis pela progressão da doença", com a vantagem de os extractos bioactivos revelarem ausência de toxicidade, frisam os investigadores.
Jorge Justino afirmou que existem já no mercado alguns fármacos que inibem as enzimas envolvidas nas neurotransmissões cerebrais. Contudo, os investigadores sublinham a "necessidade urgente" da descoberta de substâncias "mais eficientes e menos caras que as usadas actualmente".
Os primeiros estudos sobre a planta tiveram início em 1992, num projecto que há um ano conseguiu o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), depois de publicados os primeiros resultados. O projecto está agora em fase de registo de patente.
A FCT apoia, durante três anos, o estudo da produção agronómica desta espécie de sálvia "com vista à avaliação dos seus constituintes para o potencial controlo da doença de Alzheimer".
(Notícia do DN)
 
Diana Falcão

Murta (Myrtus communis)


O seu uso remonta à Gréicia Antiga, onde os seus ramos eram oferecidos aos mortos em certas ocasiões. Tinha um grande valor simbólico e religioso, tanto que era usada nas coroas dos heróis e das noivas. É ainda referida no Antigo Testamento, como sendo usada em grinaldas nos casamentos pelas jovens de Israel. A madeira que se obtém dos seus caules era frequentemente utilizada como incenso, e das suas folhas e flores obtinha-se a chamada "água de anjo" utilizada em produtos de beleza.

Hoje em dia, e cientificamente falando, a murta possui de facto propriedades medicinais, que residem essencialmente nas suas folhas, e no óleo essencial que delas se pode obter. Resumidamente, o uso deste óleo essencial origina uma acção expectorante e anti-séptica dos brônquios, e do aparelho geniturinário. Pode também ser utilizada em uso externo nalgumas doenças de pele.

Não são conhecidas contra-indicações no que respeita ao uso das folhas, mas como se sabe, a maior parte das plantas não deverá ser utilizada durante a gravidez.

Diana Falcão